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| O HISTÓRICO DESEMBARQUE DA PRAIA DA MEMÓRIA |
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7 DE JULHO DE 2007 Sábado, 7 de Julho: Desembarque de D. Pedro IV e seu Exército. Combate e marchas militares – Praia da Memória, Perafita / Lavra Entre 1828 e 1832 o rei D. Miguel I, absolutista, governa em Portugal, de um modo ditatorial e persecutório. Tendo aceite, inicialmente, ser apenas um rei-regente, enquanto a sua sobrinha, D. Maria, filha do seu irmão mais velho, D. Pedro, que havia abdicado da coroa portuguesa para ser o 1º Imperador do Brasil, não atingisse a maioridade, D. Miguel havia rompido tal promessa e instalara-se, absoluto, no trono do reino. Entre os liberais no exílio cresce a convicção de que só com uma intervenção militar comandada por D. Pedro seria possível modificar a situação política no país. Neste contexto D. Pedro abdica do Trono do Brasil e viaja para a Europa para aí formar um exército que permitisse recolocar no Trono de Portugal a sua filha D. Maria da Glória. Em Inglaterra forma um pequeno exército composto por emigrados portugueses e mercenários estrangeiros. Com este exército começa por conquistar fortes posições militares nos Açores e a partir daí lançam uma expedição militar em direcção ao Continente. Dadas as tradições liberais e revolucionárias do Porto, onde D. Pedro sabia que encontraria apoios e aliados, a armada dirige-se o mais próximo possível da cidade. Falhadas as negociações para um desembarque em Vila do Conde, uma vez que as tropas aí sedeadas se manifestam fieis a D. Miguel, D. Pedro ruma então mais para sul para proceder a um desembarque em pleno areal. Estamos, contudo, em plena costa negra. Uma costa muito rochosa e traiçoeira, responsável por inúmeros naufrágios ao longo dos séculos. Entre o Porto e Vila do Conde são, com efeito, muito poucas as praias ou areais que permitiriam um desembarque deste tipo. Apenas em Matosinhos e Leça (mas estas estavam debaixo do fogo dos Castelos do Queijo e de Nª Srª das Neves, em Leça), ou no Mindelo. E é para aí que, efectivamente, a armada se dirige. Só que a bordo das embarcações vinham alguns naturais da região que chamaram a atenção para o facto de mais A SUL DO Mindelo, e, portanto, mais próximo do Porto, existia, embora algo escondido e esquecido, uma outra praia onde seria possível desembarcar. E é assim que , a 8 de Julho de 1832, este exército, composto por 7500 soldados e que ficará conhecido com o título de “Exército Libertador”, desembarca na praia de Arenosa do Pampelido. 8 anos depois do Desembarque, após a vitória definitiva dos Liberais e tendo morrido já D. Pedro, no dia 8 de Dezembro de 1840, a rainha D. Maria da Glória, filha de D. Pedro, desloca-se a este local para homenagear o pai e todo o “Exército Libertador”. Nesse dia lança, neste sítio, a primeira pedra de um monumento, um obelisco, que perpetuará o Desembarque e que passará a ser uma Memória da importância do que aqui aconteceu em 8 de Julho de 1832. E é devido a esse obelisco à Memória do Desembarque que esta praia se passou a designar como “Praia da Memória”.
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