| |
Os Frei Fado d’el
Rei, apresentam o seu novo trabalho, “Senhor Poeta”, com
15 temas de José Afonso, numa homenagem a propósito
do 20º aniversário da sua morte.
Este disco constitui a oportunidade
de abordar também os poetas nos quais o grande mestre se inspirou
e cujas obras ele musicou. É o caso de “Senhor Poeta”,
belíssimo poema de Manuel Alegre, fonte e inspiração
para o título desta obra, fazendo uma aproximação
ao conceito do poeta que canta outros poetas.
O disco tem um registo limpo de modo a manter-se fiel ao espírito
que José Afonso criou para as suas obras e a música
e a linguagem aparecem ligadas por grandes laços de afinidade.
Em 1994, os Frei Fado d’el Rei,
já tinham participado no disco de homenagem a José Afonso
"Filhos da Madrugada".
José Afonso é uma fonte de inspiração
deste grupo, e os Frei Fado D’el Rei numa sincera e sentida
homenagem a este cantor / autor, apresentam uma abordagem da obra
artística de José Afonso relevando a sua vertente poética,
quiçá relativamente subestimada em relação
à componente política.
Inclui 14 temas originalmente
compostos por José Afonso a partir de poemas seus e alguns
dos mais conhecidos poetas portugueses, tal como “Comboio Descendente”,
um poema cantado de Fernando Pessoa ou ainda “Verdes São
os Campos” de Luís Vaz de Camões (sendo este último,
um tema nunca antes regravado por outro grupo).
Formados no Porto, em 1990, os Frei
Fado d’el Rei construíram o seu projecto em torno de
um som rico em elementos provenientes de raízes diversas. Mais
do que uma súmula premeditada de géneros, a evolução
musical da banda obedeceu a um processo natural de fusão entre
o imaginário do fado, da música popular e do flamenco,
de forma equilibrada e harmoniosa.
Saudade, destino, amor, histórias de reinos sagrados, de caravelas
partindo para o mar, rotas da seda trazendo rumores de estranhas lendas
e memórias. Cítaras que choram ao canto da prece de
devoção sacra da trovadora; são temas preferenciais
do grupo.
Evidenciando uma maturidade crescente, os Frei Fado d’el Rei
incluíram, no seu som, novos instrumentos, como o bandoloncelo
e os samplers, os quais vieram ajudar a reafirmar a personalidade
da banda.
Com espectáculos de contornos clássicos, mas com uma
abordagem moderna, o grupo tem como palcos de eleição,
para as suas actuações, locais não convencionais,
castelos, velhos teatros e mosteiros.
Os Frei Fado d’el Rei participaram em vários concertos
e festivais, no Brasil, Estados Unidos, Espanha, Holanda e Bélgica.
Em Junho de 2003, a banda registou, em CD, um concerto memorável,
dado no Mosteiro de Leça do Balio, inserido nas comemorações
dos 1000 anos deste monumento nacional.
Ficha Artística
Carla Lopes– Voz
Atlantida– Guitarra e Voz
José Flávio Martins– Baixo Acústico, Bandoloncelo
e Bandola
Ricardo Costa– Guitarra
Rui Tinoco– Teclados e Programações
Zagalo– Percussões
Ficha Técnica
OPERAÇÃO DE SOM – Frederico Pereira
OPERAÇÃO DE LUZ – Carlos Bartilotti
EQUIPA TÉCNICA – Bartilotti Produções
PRODUÇÃO EXECUTIVA – Carlos Bartilotti
|
|
Espectáculos
2006 – Dezembro – Bélgica – CC Leopoldsburg
2006 – Dezembro – Bélgica - Leuven
2006 – Dezembro – Holanda - Groningen
2006 – Dezembro – Bélgica - Gent
2006 – Dezembro – Holanda - Hengelo
2006, Julho – Vila Nova de Gaia
2006, Julho - Matosinhos
2006, Junho – Maia - Vermoim
2006, Maio – França – Saint-Ètienne
2006, Abril - Tavira
2006, Abril – Almeida - Feira Medieval de Castelo Mendo
2006, Março – Holanda – Digressão pela Holanda
– Alphen aan den Rijn, Nieuwegein, Tiel, Vlissingen, Arnhem.
2006, Fevereiro – Casa da Música do Porto – Ciclo
de Música Tradicional Portuguesa
2005, Junho – Sta. Maria da Feira – “Viagem Medieval”
2004, Julho – V. N. Gaia – Participação
no programa televisivo “Praça da Alegria”
2004, Maio – Vila do Conte – Auditório Municipal
de Vila do Conde
2004, Abril – Porto – Rivoli Teatro Municipal –
14º Festival Inter céltico
2003, Setembro – Viana do Castelo Itinerâncias Musicais
dos Solares do Vale do Lima
2003, Agosto – Sta. Maria da Feira – “Viagem Medieval”
2003, Julho – V. N. Famalicão – Concerto
2003, Junho – Matosinhos, Mosteiro de Leça do Balio –
Concerto e gravação de CD ao vivo “Em Concerto”
– Comemorações dos 1000 anos de Historia do Mosteiro
de Leça do Balio.
2003, Maio – Vila Real de Sto. António – Concerto
2003, Maio – Guimarães, Pavilhão Multiusos –
Feira Nacional de Artesanato
2003, Fevereiro – Vila Real de Sto. António – Concerto
2002, Outubro – Barcelos, Templo do Sr. Da Cruz – Comemorações
500 anos de Teatro em Portugal
2002, Fevereiro – Vila Real de Sto. António – Centro
Cultural António Aleixo
2001, Julho – Freamunde, Paços de Ferreira – Concerto
2001, Abril – Loulé, Casa do Povo de Alte – Semana
Cultural
2001, Janeiro – Tilburg, Holanda – 2º Festival Internacional
de Música Folk
2000, Maio - Matosinhos – Clube “B Flat”
1998 - Porto – Lançam a colectânea, “Saudade,
Sons dos Oceanos”
1998 - Porto - Editam o seu segundo álbum “Encanto
da Lua”
1997,Novembro – Rivoli Teatro Municipal do Porto; Café
– Concerto.
1997 - Digressão pelo Brasil – São Paulo, Santos
1995 – Porto – Editam o seu primeiro CD, pela Sony Music,
“Danças no Tempo”
1994 – Porto – Participam no disco de homenagem a Zeca
Afonso “Filhos da Madrugada”
1990 – Porto – Formação do Grupo Musical
“Frei Fado D’el Rei”
RIDER DE SOM
E LUZES, LISTA DE VIAS E DISTRIBUIÇÃO EM PALCO
PA
- O sistema de som deverá debitar 100 db spl na posição
de mistura ideal (centro da sala), com uma dispersão uniforme
em todos os locais de audição;
- Deverá ter a possibilidade
de distribuição de altifalantes e de suspensão
dentro das condições e possibilidades locais, com um
delay de linha por cada ponto de difusão.
- Deverá estar devidamente ligado
à terra e numa só fase separada da fase de alimentação
do sistema de luzes;
equipamento na frente
- Mesa de mistura com o mínimo de 32 canais e 4 sub-grupos;
Equalização com 4 bandas, duas das quais com varrimento;
um inversor de fase; um filtro passa-altos; 3 auxiliares para efeitos
(post-fade);
- Equalizador estéreo de 31
bandas – BSS, Klark Teknik (não alesis, não yamaha);
- 3 unidades de efeitos do tipo Lexicon
PCM70/80/91, Tc. electronic M2000/3000 ou ainda Yamaha SPX-1000 (Um
dos processadores deverá obrigatoriamente ter a funcão
Tap Delay, de preferência controlado por um foot switch);
- 6 Compressores – BSS, Klark
Teknik, Drawmer (não Alesis, não behringer);
- Leitor de CD’s;
- Microfone de talkback; Microfone
condensador para analisador de espectro;
monição
- Mesa de mistura com o mínimo de 24 canais; Equalização
com 4 bandas, duas das quais com varrimento; um mínimo de 6
auxiliares;
- 6 misturas de monição
independentes com 7 monitores (2 para a voz) postos à saída
de 6 equalizadores gráficos BSS, Klark Teknik (não alesis,
yamaha);
- Unidade de efeitos - Yamaha SPX-900/990/1000;
* Nota: Caso a monição
seja realizada pela mesa de som da frente, esta deverá ter
9 auxiliares comutáveis em pré ou post-fade (6 para
a monição e 3 para efeitos) e os respectivos equalizadores
gráficos para os monitores de palco devem ser colocados ao
lado da mesa de som da frente.
Se algum destes equipamentos não estiver
disponível, é favor contactar o técnico de som
para que, em conjunto, sejam encontradas soluções. Deixar
esta comunicação para o dia do espectáculo será
inaceitável.

Via |
Instrumento |
Pick-up |
Dinâmica |
Tripés |
1 |
Bombo |
AKG D112 |
|
Peq. |
2 |
O.H.-esquerdo |
AKG Condens. |
|
Grande |
3 |
O.H.-direito |
AKG Condens. |
|
Grande |
4 |
Baixo acústico |
DI Activa |
Compressor 1 |
|
5 |
Bandoloncelo |
DI Activa |
|
|
6 |
Bandola |
DI Activa |
|
|
7 |
Guitarra 1 |
DI Activa |
|
|
8 |
Guitarra 2 |
DI Activa |
|
|
9 |
Voz principal |
SM58 |
Compressor 2 |
Grande |
10 |
Voz (Gtr esquerda) |
SM58/Beta 58 |
Compressor 3 |
Grande |
11 |
Voz (Baixo) |
SM58/Beta 58 |
Compressor 4 |
Grande |
12 |
Voz (Gtr direita) |
SM58 |
Compressor 5 |
Grande |
13 |
Voz (Teclista) |
SM58/Beta 58 |
Compressor 6 |
Grande |
14 |
Sintetizador L |
DI |
|
|
15 |
Sintetizador R |
DI |
|
|
16 |
Sampler L |
DI |
|
|
17 |
Sampler R |
DI |
|
|
18 |
Roland L |
DI |
|
|
19 |
Roland R |
DI |
|
|
20 |
Bombo de mão |
SM57 |
|
Peq. |
21 |
Percussão de mão |
SM57 |
|
Peq. |
22 |
FX1 L |
|
|
|
23 |
FX1 R |
|
|
|
24 |
FX2 L |
|
|
|
25 |
FX2 R |
|
|
|
26 |
FX3 L |
|
|
|
27 |
FX3 R |
|
|
|
28 |
CD L |
|
|
|
29 |
CD R |
|
|
|
30 |
TalkBack |
SM58 |
|
|
31 |
Analisador Espectro |
AKG Condens. |
|
Grande |

CRÍTICA E COMENTÁRIOS
Extraordinário.
Senti-me rendido.
Que beleza; que bela homenagem ao senhor poeta, ao senhor mais do
que isso, mais do que quase tudo: José Afonso. O "Senhor
Poeta", novo álbum dos portuenses Frei Fado D'El Rei (Carla
Lopes - voz, Atlantida - guitarra e voz, José Flávio
Martins baixo acústico, bandoloncelo e bandola, Ricardo Costa
- guitarra, Rui Tinoco - teclados e programações e Zagalo
- percussões), projecto nascido em 1990, é uma homenagem
a José Afonso, surgida no seguimento das comemorações
do 20º aniversário da morte do artista. Uma aventura arriscada;
ou talvez não. Não.
Podia ser mas não o é; um qualquer disco de versões.
Podia ser mas não a é; uma homenagem qualquer. "Senhor
Poeta", integralmente composto por temas de Zeca Afonso, é
uma homenagem de um requinte absolutamente arrasador; do princípio
ao fim - que arrepio, diferente, com "A Morte Saiu à Rua.
Há homenagens, tributos, há discos de versões
e há discos mais ou menos parecidos com tudo e com nada; o
"Senhor Poeta" é um trabalho de reinvenção
da obra de José Afonso. Singelo. Feito com cautela. Feito com
respeito. Feito com o objectivo de apenas enaltecer a obra do homenageado.
Plenamente conseguido.
Mas o que tem assim de tão especial o "Senhor Poeta"?
É fácil, tem tudo. E o tudo, aqui, não mexe obviamente
com a poesia, mexe com a música; com a fantasia e a originalidade
dos arranjos. Basicamente, mexe com o bom gosto depositado em todas
as peças deste disco. Trabalhando com a mão cheia de
alguns dos temas mais conhecidos de Zeca Afonso - mais arriscado ainda,
os Frei Fado D'El Rei conseguem dar-lhe uma cor tão vibrante
e tão diferente que se torna impossível não ficar
colado ao disco de uma ponta à outra - ao longo das 14 faixas
que o compõem. Às vezes, não se imagina ser possível.
Ser possível ser surpreendido a cada tema. A cada reinterpretação.
Mas acontece. Acontece porque o grupo se esforça por fazer
de cada tema uma experiência diferente, única, uma peça
com actores e ideias diferentes. Tudo aqui vive da riqueza da composição,
na forma como as canções acabam por se diferenciar da
sua raiz; seja pela profundidade das vozes femininas, seja pelo brilhante
trabalho de cordas, seja pelo luminoso trabalho da percussão.
Admito que fui surpreendido. E é bom.
Eis um disco a descobrir por quem gosta de José Afonso mas
também por quem gosta de o ver por outros olhos. Estou derretido.
Brilhante. Irrepreensível.
http://atrompa.blogspot.com/2007/05/olharessenhor-poeta-frei-fado-del-rei.html


|