| Grupos Nacionais |
| Grupos Ollin Kan |

Em 2009, Os
Marenostrum editam o seu terceiro álbum, “Arraia Miúda”. Neste álbum, a banda reforça as suas duas principais fontes
de inspiração: a vivência ligada ao Mar e os ritmos tradicionais do
Algarve – o Corriinho e o Baile Mandado, como nos temas «Corridinho
Pastor» recriado a partir duma recolha dum Pastor de Salir feita por
Michel Giacommetti, «Arraia Miúda» e
«Trouxalamoucha». Utilizando nas suas letras um vocabulário rico em expressões
típicas da sua região, os Marenostrum descrevem personagens e situações,
com uma linguagem desassombrada que denuncia as injustiças e as «vaidades
canalhas» dos fantoches, papões e comilões locais, que facilmente podem
ser transpostos à escala nacional – Portugal, o bonito paraíso sem
bananas, o reino do inculto e do Yupi sem vergonha, onde a corrupção e as
promessas não cumpridas afundam e arruinam a Arraia Miúda. É neste tom que
se manifestam temas como «Caga Milhões», «O Fantoche Tagana» e o mais que politicamente
incorrecto «Punkocratas». Mas neste disco respiram-se
também os grandes espaços, os que nos dão alento e alimentam a esperança
de chegar a bom porto, a promessa renovada de antes amar que morrer. São
viagens realizadas a bordo da nave da imaginação criativa e poética,
aquelas que fazemos nos temas «Estrela Distante», no impressionista «Roaz II» e no
vigoroso «Maria Quase Contrária». Em «Navelgas», o grupo recorda o 1º Lugar no Concurso de
Música Folk de Navelgas, e dedica a música à população da Vila asturiana
que os recebeu duma forma entusiástica em
2005. Uma palavra ainda para os
convidados - Moçoilas, João Afonso e Galandum Galundaina, que são os
companheiros de armas dos Marenostrum neste disco, também eles
sobreviventes numa luta feita de talento e persistência. Mais do que
simples artistas convidados Moçoilas, João Afonso e Galandum Galundaina
são cúmplices dos
Marenostrum, uma cumplicidade feita de entrega em interpretações que
reforçam o tom dominante deste disco. Com o álbum «Arraia Miúda», os
Marenostrum encerram uma trilogia iniciada com o CD «Estoy en Santa»
(2001) e prosseguida com o CD «Almadrava» (2005). São três discos que têm
como fio condutor o Mar, os ritmos do Algarve e as influências árabes,
africanas e celtas presentes na cultura portuguesa, interiorizadas com a
visão e sensibilidade próprias desta Banda, cujos elementos se repartem
por Santa Lúzia – Tavira, Estoi e a Serra do
Caldeirão. ![]() |
|
|||